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Pesquisa revela que inovação é prioridade estratégica nas empresas
A inovação é uma das prioridades da maioria das empresas brasileiras, concluiu pesquisa realizada pela Innoscience Consultoria e o Instituto Euvaldo Lodi. Estudo realizado com cerca de 80 empresários e executivos durante um importante Congresso sobre o tema revelou que 91% dos entrevistados colocam a inovação entre as 10 maiores prioridades de sua companhia.
A pesquisa Estágio Atual da Gestão da Inovação foi feita durante 3° Congresso Internacional de Inovação. O levantamento retrata o cenário de inovação no ambiente corporativo no Brasil.
Entre os profissionais que crêem na inovação como uma necessidade estratégica, 24% a colocam como a prioridade número um. Destaque para o fato de que boa parte dos que se demonstram satisfeitos com os rumos de suas empresas no quesito inovação são justamente os que colocam o tema em primeiro lugar.
A maioria dos entrevistados (64%) se diz satisfeito com as atuais práticas e resultados da companhia em que trabalha. Entre estes, 57% colocaram a inovação entre suas três grandes prioridades.
Desafios
A pesquisa também aborda quais seriam os maiores desafios para inovar, na opinião dos empreendedores. Elementos como a cultura, lideranças e a preparação das pessoas são citados.
“Apenas 23% dos entrevistados identificam a existência de um ambiente favorável à proposição de idéias, baixa aversão a risco, e incentivos para inovar”, conclui o estudo. “Isso evidencia a necessidade de práticas para criar uma cultura de inovação”.
A pressão por resultados imediatos é apontada por 48% das pessoas como uma das maiores dificuldades a serem superadas no processo de incentivo à inovação. A criação de mais mecanismos de reconhecimento pelo sucesso de uma ideia inovadora é um desejo de 46%.
Etapas
Os pesquisadores também procuraram identificar em quais etapas do processo de inovação os profissionais viam mais dificuldades. Idealização e conceituação são vistas como mais fáceis do que a experimentação e a implementação. Mesmo no grupo dos mais satisfeitos com os resultados, 50% dizem que há mais obstáculos para implementar as soluções. Eles avaliam, pórém, que não faltam propostas criativas.
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A íntegra do estudo da está disponível para download gratuito no site Innoscience
Papelaria brasileira ganha o mundo com produtos criados a partir de caixas de leite recicladas
Estados Unidos, Canadá e México já são alguns dos parceiros de negócios de uma empresa brasileira que deu um novo destino às nossas caixinhas de leite usadas. A Confetti fabrica cadernos, agendas e fichários com material 100% reciclado: o plástico vem das embalagens Tetra Pak.
A história começou há cerca de quatro anos, conta o presidente da companhia, Carlos Rettman. A empresa que funciona em São Paulo já tem três décadas de existência, mas Rettman buscava uma forma de renová-la. “Procurando exportar, percebemos que esse conceito de reciclagem é uma febre no exterior, eu precisava investir nisso”.
Assim surgiu a linha Tera, o selo que diferencia os produtos que vem das caixinhas Tetra Pak. Além dos cadernos já prontos, a Confetti vende chapas de prolipropileno feitas com o material reciclado. Essas chapas são usadas pelas mais diferentes empresas do mundo para que fabriquem seu próprio material de escritório, personalizado.
Hoje, esse projeto especial já é responsável por 25% dos negócios da Confetti. “E esse conceito que tem valorizado a nossa marca, tem potencial para ser nosso principal negócio”.
Produtos com nome e sobrenome
Os produtos da Confetti são feitos a partir da fina lâmina de plástico que reveste as embalagens de leite e suco por dentro. Separar o plástico do papelão é uma prática comum, mas normalmente só o segundo é reaproveitado. Daí o desafio. “A Tetra Pak faz um esforço grande para participar da reciclagem e foi por isso que nós entramos em contato”, conta Rettman.
As finas lâminas plásticas são transformadas em bolinhas que passam por um processo de extrusão (expansão) até se tornarem as chapas plásticas. Para dar cor aos produtos, a empresa aposta em materiais orgânicos.
Em abril, o projeto recebeu, no México, o prêmio de inovação concedido pela Anfaeo (Associação Nacional de Fabricantes de Materiais Escolares e de Escritório).
Rettman destaca que foi fundamental a ideia de usar, como matéria prima, um produto que é conhecido por muitos consumidores. “Nós já trabalhamos com materiais pré-consumo, como sobras de fábricas, mas esta ideia é muito legal porque as pessoas entendem de onde vem, tem nome e sobrenome”.
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Para diretor da Tecnisa, “inovação não tem volta e não tem fim”
Eleita uma das empresas mais inovadoras pela Revista Época Negócios, a construtora Tecnisa aposta numa forte presença em redes sociais e no estímulo à cultura de inovação nas áreas estratégicas como engenharia e projetos. “A inovação é fruto da teimosia”, costuma repetir o diretor de internet Romeo Busarello.
Busarello explica como funciona o processo de inovação na empresa. A atuação em tecnologia e na web é bastante conhecida, mas ele destaca ainda mudanças importantes no modelo de negócios, produtos e processos. (mais…)


